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Musicoterapia

A MUSICOTERAPIA é uma terapia muito antiga e ao mesmo tempo muito nova. Já era praticada no Oriente antes do advento do Cristo: Pitágoras, o grande matemático e músico grego, estudou as leis do universo musical baseado nos números. Desenvolveu os modos musicais e os aplicava como terapia individualmente e em grupos.

No século 20 o conhecimento auditivo perceptivo decaiu e deu lugar a um cultivo excessivo da visão com o advento da tecnologia virtual e da indústria fonográfica e  eletrônica. No entanto hoje, na época dos movimentos ecológicos em busca da SALUTOGÊNESE (princípio da saúde) a musicoterapia ressurge como possibilidade terapêutica, baseada na tecnologia mas também na pesquisa científico-espiritual e na revitalização do ouvir humano. A própria co- criatividade do homem moderno nessa jornada nos mostra como o trabalho através da música pode se tornar um dos grandes agentes de transformação individual e social.

Nesse sentido, a musicoterapia trabalha na relação do EU consigo mesmo (desenvolvimento individual) e pode ser aplicada em: transtorno do déficit de atenção e hiperatividade – distúrbios neurológicos – vícios (drogas e álcool) – estimulação global – rigidez muscular – coordenação motora – auto-controle e auto-consciência.

A musicoterapia trabalha na relação EU com o outro (desenvolvimento social) estimulando a expressão e a comunicação, tendo a sua aplicação efetiva em: distúrbios de linguagem – distúrbios de aprendizado – distúrbios de comportamento – distúrbios emocionais e doenças psicossomáticas.

As leis da música atuam na individualidade humana através dos pensamentos. No entanto, o homem as experimenta emocionalmente.

Durante o sono o homem vivencia a música como legítima força formativa e vivificadora e durante a vigília ele tem lembranças e impressões que pode colocar novamente em movimento. O caráter imaginativo e inspirativo da música no mundo físico, possibilita ao homem de confrontar-se com ela livremente na experiência interior.

Rudolf Steiner

A musicoterapia promove sobretudo a preservação e a reabilitação humana integrada e desenvolve a auto-educação através do treino da vontade.

O diagnóstico leva em conta os inúmeros aspectos não fixáveis de antemão, como a vibração do som, as suas variações de freqüência e intensidade, os elementos da música, a qualidade dos instrumentos musicais, a capacidade auditiva, o processamento mental e psíquico do paciente, bem como seu berço e origem cultural.

Alguns instrumentos de Musicoterapia

Na MUSICOTERAPIA ATIVA, os diversos instrumentos musicais usados como flautas, liras, rabecas, saltérios, gongos, címbalos e tambores são objetos intermediários na relação do homem consigo e com o mundo e expressam através do seu tocar, usando como ferramentas de linguagem os elementos da música (melodia, harmonia e ritmo) padrões mentais, emocionais, de comportamento e ação, podendo então também transformá-los.

  • Atendimento individual e em grupos de crianças, jovens e adultos

Atendimento de Musicoterapia com o Kantele.

Na MUSICOTERAPIA RECEPTIVA o paciente ouve e percebe. O terapeuta compõe a música para o paciente e toca p/ ele. Entre os instrumentos usados na musicoterapia receptiva estão principalmente as cordas e os metais em geral por seu grande potencial de ressonância e harmonização. Na Mesa-Lira, instrumento com 42 cordas e 7 tubos afinados em intervalos de quintas temos a união dessas duas forças. O paciente recebe deitado a vibração das cordas tangidas pelo terapeuta.

Os 7 tubos estão alinhados aos 7 chacras (centros energéticos localizados no corpo humano), cujo objetivo principal é integrar e ordenar o que é mobilizado pela vibração das cordas.

Este instrumento promove uma extraordinária revitalização e  relaxamento muscular, estabelecendo um calmo ritmo de respiração no paciente, desacelerando o trabalho do sistema nervoso e ampliando o bem-estar físico e psíquico.

Musicoterapia Receptiva na Mesa Lira.

Mesa Lira.

Um Comentário leave one →
  1. 20/11/2010 20:19

    Parabéns, Saúde e Pax: Música (e Amor) são os alimentos d’Alma. Abraços e Boa Sorte ,

    giorgio (luthier e artesão), Botucatu – SP

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